Outro dia me dei conta que, em breve, a CCM Congresses vai completar 20 anos. O que parece mais legal desta trajetória é que apesar das crises, epidemias, mudanças políticas, facilidade de acesso às informações, novas tecnologias e comunicação à distância, continuamos crescendo de forma constante. 

Aí comecei a pensar: qual será o motivo do sucesso CCM? 

Certamente está relacionado com a veia empreendedora, que nos levou a apresentar para o mercado de eventos uma proposta nova totalmente no risco, baseada no lucro financeiro dos eventos. Ficou claro que faríamos diferença, quando nossos concorrentes passaram a nos chamar de kamikazes. Na realidade confiamos que poderíamos cuidar de cada evento como se ele fosse uma empresa, caso tivéssemos sucesso participaríamos dos resultados.

Fomos tão arrojados que chegávamos a propor para alguns clientes que, se o congresso não fosse bem financeiramente, dividiríamos também despesas e prejuízos. A ideia era realizar uma gestão séria do projeto, segurando as contas com mão de ferro e alinhando, com muita transparência, os objetivos acadêmicos, científicos e possíveis parceiros comerciais pretendidos pela entidade que nos contratara.

Lembro de ter escutado uma vez da diretora de uma empresa, também organizadora de congressos, a frase:
 -“Por favor não levem este tipo de proposta para as associações médicas nacionais”.

Na época éramos uma empresa Gaúcha, que só fazia congressos regionais. Ficou claro que estávamos no caminho certo e que precisávamos organizar eventos brasileiros.

Passaram-se anos e continuamos trabalhando com transparência e divisão do lucro, mas de um tempo para cá outras empresas (as mesmas que nos criticavam) também passaram a oferecer algo parecido. Mesmo assim continuamos evoluindo; é certo que a gestão financeira feita com seriedade é muito importante, mas não é nosso único valor.

O que mais, além deste cuidado com o quê e quanto gastar, nos faz CCM? 

A ideia aqui não é passar uma receita para outros empreendedores seguirem em seus negócios mas refletirmos olhando para nós mesmos e tentarmos entender, entre erros e acertos, como enfrentamos ao longo do caminho as turbulências que costumam acontecer em um país como o Brasil e, mesmo assim, conquistamos espaço.

Quando começamos, o mercado de congressos era muito pulverizado e havia vários concorrentes. Não era lógico nem fácil para uma empresa do Sul do país conquistar reconhecimento nacional. 

Um posicionamento que não mudou desde a criação da empresa (antes Central de Congressos Médicos), foi o direcionamento para realização de eventos de atualização prática e científica na área da Saúde. Precisamos aqui considerar um fato: haviam milhares de empresas organizadoras de congressos mas podemos contar nos dedos as que eram reconhecidas apenas em um segmento.

Foco foi sempre um diferencial da CCM. 

Arregaçamos as mangas e focamos, sem olhar para os lados nem pensar o que poderíamos estar perdendo.

Nos concentramos em entender as especificidades dos congressos médicos, a necessidade da atualização e troca de conhecimentos nas diferentes especialidade. Também em inovar nos modelos de educação em saúde e compreender as demandas da indústria farmacêutica e de equipamentos. Bem como permitir que a aprendizagem em nossos projetos fosse real e que proporcionasse uma interação com proximidade entre acadêmicos, clínicos, pesquisadores e empresas patrocinadoras.

Focamos em crescer, em definir uma estratégia para atender nossos clientes e assim fomos em frente. 

Provavelmente, as organizadoras de congressos médicos que já tinham uma marca forte e anos de experiência quando começamos, foram menos arrojadas que a CCM, possivelmente, não tivessem nossa vontade de crescer e nem algo muito importante que também faz parte do DNA do grupo CCM: o nosso time se entrega de verdade aos projetos.

Um exemplo prático é a adaptação aos horários que o médico pode realizar reuniões, isso embora pareça simples, fez e faz muita diferença. 

Um grande congresso nacional ou internacional pode levar três anos para ser planejado em detalhes. São inúmeras reuniões onde se define o programa científico, as estratégias comerciais, venue, atividades sociais, fornecedores, decoração e por aí vai…Tudo para realização de um congresso que normalmente ocorre em não mais que quatro dias. Esta entrega e adaptação ao tempo do cliente são indispensáveis, afinal a profissão do médico não inclui organizar eventos.  

Quando dedica-se à associação de sua especialidade, nosso cliente não recebe nenhuma remuneração, e quando as reuniões são em horário comercial deixa de receber com consultas. Nada mais justo que estarmos disponíveis. E por mais incrível que pareça, por sorte, nem todas empresas atuam como a CCM e há quem acredite que é o cliente que deve se adaptar ao horário da organizadora. 

Intuitivamente desde o início, resolvemos não dar tanta importância para o que acontecia à nossa volta. 

Enquanto muitos profissionais e organizações do trade de eventos e turismo perdem tempo olhando para o vizinho, escolhemos não nos preocupar em como os outros atuavam ou mesmo qual eram as práticas nas quais deveríamos nos espelhar. 

Nosso time entende onde queremos chegar e sonha junto.

Definimos nosso “modus operandi” e procuramos formar nossa equipe. As pessoas que trabalharam conosco, no início, não vieram do mercado e não tinham experiência em congressos. Podemos dizer que a primeira equipe CCM foi formada em casa, cada evento foi uma oportunidade de aprendizado. Ao longo do nosso caminho outros profissionais chegaram, com novos conhecimentos acadêmicos e práticos e ajudaram a CCM a continuar crescendo. Hoje temos experiência e maturidade mas mantemos o espírito jovem.

Por último e talvez o mais importante: conquistamos um relacionamento com o cliente que transcende a relação profissional. Algo natural, espontâneo, que ocorre com a convivência. A confiança mutua, permite que enfrentemos os desafios e eventualidades dos congressos com segurança. Quanto mais respeitosa e harmônica é a relação com as entidades que atendemos, mais efetivas e acertadas são as decisões logísticas tomadas.

Acreditamos em nosso propósito, fazemos o bem e gostamos disso!

Conectamos pessoas e conhecimentos que salvam vidas.